quinta-feira, 19 de abril de 2012

Another fallen soul king


Dah, dah, dah, dah
dah, dah, dah, dah, dah, dah, dah
Dah, dah, dah, dah
Dah, dah, dah, dah, dah, dah, dah
Dah, dah, dah
Rockets, moon shots
Spend it on the have nots
Money, we make it
Fore we see it you take it
Oh, make you wanna holler
The way they do my life
Make me wanna holler
The way they do my life
This ain't livin', This ain't livin'
No, no baby, this ain't livin'
No, no, no
Inflation no chance
To increase finance
Bills pile up sky high
Send that boy off to die
Make me wanna holler
The way they do my life
Make me wanna holler
The way they do my life
Dah, dah, dah
Dah, dah, dah
Hang ups, let downs
Bad breaks, set backs
Natural fact is
I can't pay my taxes
Oh, make me wanna holler
And throw up both my hands
Yea, it makes me wanna holler
And throw up both my hands
Crime is increasing
Trigger happy policing
Panic is spreading
God know where we're heading
Oh, make me wanna holler
They don't understand
Dah, dah, dah
Dah, dah, dah
Dah, dah, dah
Mother, mother
Everybody thinks we're wrong
Who are they to judge us
Simply cause we wear our hair long
 

Marvin Gaye - Final 24: His Final Hours

 
 
 

quarta-feira, 28 de março de 2012

Nas & Damian "Jr. Gong" Marley - Patience




"Some of the smartest dummies
Can’t read the language of Egyptian mummies
Put a flag on a moon
And can’t find food for the starving tummies"

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Efeitos secundários

Durante a IBE deste ano, presenciei directamente, o que eu acho que são os efeitos secundários da globalização do break. Toda a gente já sabe o que o youtube tem feito pelos eventos e por bboys nos últimos anos: promoção e mediatização, que obviamente tem aspectos positivos e negativos.

Durante todo o evento apercebi-me de algo que só ficou 100% claro na altura do ALL battles ALL. O público, que neste caso era composto essencialmente por bboys, reage cada vez menos de tão habituados que estão a ver os moves de cada bboy, seja por terem visto em video ou em directo (também é verdade que as pessoas viajam mais para estarem presentes nos eventos). Este "fenómeno" pode ser visto como algo positivo e também negativo: por um lado pode levar a que o desinteresse e a monotonia se instalem neste tipo de eventos em que o espectáculo é a "atracção" principal, e por outro, pode forçar os bboys a irem cada vez mais longe nas suas capacidades motivados pela sede dos aplausos e gritos que estão a esmorecer. Pode também levar a que se crie um fosso ainda maior entre o lado mainstream e o lado underground, criando assim uma distinção ainda maior entre aqueles que procuram a partilha directa de conhecimentos em eventos mais pequenos e aqueles que preferem a adrenalina de um grande público a vibrar com a execução de moves cada vez mais aparatosos.

Outro dos efeitos foi mais evidente para mim na battle de TopRock. Com concursos específicos para diferentes partes da dança que é o break (toprock, footwork, powermoves) é como se estivessem a ser criadas outras danças. Existem cada vez mais pessoas a fazer "toprock" que nunca na vida fizeram break, nem nunca irão fazer. Desvirtualizam o toprock, deslocam-no do seu meio e usam-no como uma party dance. É óbvio que isto pode ser discutido tendo em conta que o break vem provavelmente das party dances dos anos 70 em que se dançava apenas de pé, mas não estaremos então a falar de duas coisas diferentes: Party dances (composto por várias danças) e toprock? Ou é o toprock uma das party dances? Ou ainda, será que o toprock deve ser maleável consoante a situação passando de funky e "descontraído" durante uma festa para agressivo e cru numa battle?

O terceiro efeito da "globalização" do break está relacionado com o poder da palavra e a sua difusão. Com todos os meios de comunicação e partilha de hoje em dia a palavra de cada um viaja muito mais rapidamente e atinge um maior número de pessoas. Com isto, o impacto da opinião de certas "personalidades" é muito mais forte do que antes, o que leva a que cada vez mais gente siga as teorias e ideais de uma só pessoa levando a que as pessoas se pareçam cada vez mais até na maneira de pensar, o que é mais grave ainda do que ter a mesma maneira de agir, dançar, vestir, etc.

Isto são observações pessoais e como eu disse, tem sempre um lado positivo e um lado negativo...cada um tira as conclusões que achar melhor.